sábado, 2 de janeiro de 2016

OS ALIMENTOS TAMBÉM SERVEM PARA PENSAR - CLAUDE LÉVI-STRAUSS E A COZINHA

O antropólogo Lévi-Strauss, em sua obra "Mitológicas", recorreu à cozinha e ao preparo dos alimentos para estudar diversos mitos indígenas, mas, mais do que isso, ele mostrou que os alimentos podem ser utilizados como fonte de pesquisa para quem quer entender um pouco melhor aquilo que nos faz humanos.


“As Mitológicas” são uma série de estudos publicados pelo antropólogo francês entre 1964 e 1971, reunidos em quatro volumes. Os alimentos e as práticas culinárias são o pano de fundo para um estudo aprofundado sobre os mitos indígenas.
O primeiro volume, publicado em 1964, chama-se “O Cru e o Cozido”. Nele o pesquisador demostra que o homem tornou-se culturalmente mais desenvolvido quando passou a utilizar o fogo como tecnologia para a preparação de alimentos. Para nós, hoje, essa afirmação pode parecer óbvia, mas para a época de sua publicação era uma visão nova, já que o domínio do fogo era considerado mais em relação à sua importância para a sobrevivência do que para o desenvolvimento cultural.
Para Lévi-Strauss, o fogo era a ponte que ligava a natureza à cultura. A natureza, nesse caso, seria representada por alimentos crus que após passarem pelo fogo tornam-se cozidos. Parece simples, mas para homens que acabam de descobrir o poder do fogo a simples passagem de um alimento em estado natural para o estado “cultural” do cozimento é um grande avanço.
Mas o que o simples cozimento de um alimento pode representar dentro da cultura? Se levarmos em consideração a cultura alimentar apenas de países como o Brasil e o Japão, já perceberemos a grande diferença: no primeiro, a carne, principalmente de gado, é um dos alimentos bases da alimentação e é consumida de inúmeras formas (porém, sendo pouco usual o consumo dela crua), enquanto o peixe não é consumido por grande parte da população. No segundo, por outro lado, o peixe é o carro chefe da alimentação e nem sempre existe a necessidade de passar por modos de preparo comuns a nós brasileiros, como o cozimento, por exemplo.




Foi a partir da observação dos hábitos alimentares de tribos indígenas brasileiras que o antropólogo criou o que ficou conhecido como o “Triângulo Culinário”, no qual explicita as relações de transformação do alimento através do tripé: cru, cozido, podre. Assim, o alimento cru (natural), passa pelo fogo e torna-se cozido (cultural) e então por influências diversas apodrece e retorna à natureza.
Tudo isso fez com que o homem primitivo criasse uma série de hábitos estritamente culturais ligados à alimentação: começando pelo cultivo de alimentos que pudessem ser saboreados cozidos, a caça e o preparo da carne, algum tipo de conservação dos alimentos, até chegar às receitas, hábitos alimentares específicos de cada região, modos de consumo, regras de educação durante a refeição e a preocupação com o lixo gerado por ela.
Para Claude Lévi-Strauss, a cozinha é uma linguagem e cada sociedade codifica suas mensagens através de signos particulares dentro desta.




Podemos pegar a ceia de Natal como um exemplo. Quando há um evento importante para nós ele, na maioria das vezes ele é celebrado com um jantar, e neste caso a ceia teria um status ainda maior. A abundância de alimentos também representa um signo bem definido: a felicidade frente às agruras do ano que passou. O peru de Natal que para nós já é tão comum, também tem um explicação cultural bastante interessante, segundo o antropólogo francês: quando a carne que será servida em um jantar for assada, este prato deve ser o mais importante da refeição, isso por que, em uma comparação com a carne cozida, o assado seria mais aristocrático, já que a carne quando cozida ainda conserva os sucos, denotando economia, e a assada seria um processo de destruição e, portanto, de esbanjamento.

Para ele, a cozinha baseia-se em ações técnicas, operações simbólicas e rituais. Utilizando o esquema do “Triângulo Culinário” para entender outros mecanismos culturais, o pesquisador francês provou que algo que fazemos de maneira intuitiva muitas vezes esconde segredos que contam muito sobre a essência de ser humano. Se esse tema o interessa, sugerimos a leitura deste artigo sobre História da Alimentação, que utilizámos como fonte.

Pardalzinho


Manuel Bandeira

O pardalzinho nasceu Livre.
Quebraram-lhe a asa.
Sacha lhe deu uma casa,
Água, comida e carinhos.
Foram cuidados em vão:
A casa era uma prisão,
O pardalzinho morreu.
O corpo Sacha enterrou
No jardim; a alma,
essa voou
Para o céu dos passarinhos!

Andorinha




Manuel Bandeira


Andorinha lá fora está dizendo:
—Passei o dia à toa, à toa!
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida
à toa, à toa...

ARTE DE AMAR


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem,
mas as almas não.



Manuel Bandeira

domingo, 28 de junho de 2015

Eu, por um aluno do Design há mt tempo.

Chico Buarque define solidão:



Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente… Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto e circunstância!
Solidão é muito mais do que isto…
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

GRUCHA


THE FALL. Dktr. Faustus






Doctor Faustus
Horseshoes splacking
Swallows hay cart, cart horse
Of the peasants blocking his path

Doctor Faustus
Power showing
Spits out hay cart, cart horse hay and box
Outside the gates of the town of Anholt

You've had your chances, you've had your chance
You've had your chances, you've had your chance

Doctor Faustus
At the court of the Count
Made fruits exotic pleasure-licious
Appear behind curtains in Winter

Faustus
At the court of the decadent Count
Made animals from sunny lands appear
In the sparse gardens

You've had your chances, you've had your chance
You've had your chances, you've had your chance

Doctor Faustus
Horseshoes splacking
Swallows hay cart, cart horse
Hay and box
Of the peasants blocking his path
Had to leave
His drinking student friends

Doctor Faustus, Doctor Faustus
Had your chances, you've had your chance
Had your chances, you've had your chance
Had your chances, you've had your chance
Had your chances, you've had your chance

There's a blood silhouette through the ceiling sky
There's a blood silhouette through the ceiling sky
There's a blood silhouette through the ceiling sky
There's a blood silhouette through the ceiling sky

The Fall. R.O.D (Bend Sinister)



Dive





Pick me - pick me yeah
Live alone, lone single
At least, at least yeah
Everyone is hollow

Pick me - pick me yeah
Everyone is waiting
Pick me - pick me yeah
You can even pay them


Dive
Dive

Dive in me
Dive in me

Dive in me
Dive in me
 

Kiss this, kiss that yeah
Live alone, lone single
At least, at least yeah
You can be my hero

Pick me - pick me yeah
Everyone is waiting
Hit me, hit me yeah
I'm real good at hating


Dive
Dive

Dive in me
Dive in me

Dive in me
Dive in me

THE FALL.











Diamanda - live- Let My People Go

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